< Voltar ENTREVISTA A SERGIO LANZANOVA ITALMIX  
 
2014April

MILKPOINT: Pode contar-nos a história da origem da marca MATRIX? 

Em 2009 a gestão da empresa Italmix mudou completamente. Os novos sócios decidiram criar uma nova marca em joint venture com as já existentes, Italmix e Gilioli. Assim nasceu a Matrix, sem nenhuma razão especial para a escolha deste nome… A nova marca acabou por representar o maior segmento de mercado da Italmix, graças às suas novas máquinas agrícolas, símbolo de mudança e inovação. 

MILKPOINT: Como tem sido a aceitação do Unifeed Matrix no mercado europeu e especificamente no mercado português? 

O mercado europeu está a aceitar a Matrix de forma muito positiva. A prova está em que a facturação da companhia triplicou entre 2008 e 2013. Podemos dizer o mesmo do mercado Português, graças à estreita e excelente parceria com a Harker XXI. A Harker é a nossa parceira portuguesa há muitos anos e tem uma vasta experiência neste sector, com um conhecimento muito aprofundado do mercado. Também com forte implantação nas Ilhas dos Açores, mercado que apesar de não ter explorações de grande dimensão, é muito exigente devido ao tipo de matérias-primas utilizadas e às condições climatéricas.
 
 
MILKPOINT: Quais são as grandes vantagens deste Unifeed relativamente aos seus concorrentes
 
As nossas máquinas são sólidas e muito resistentes e apenas utilizamos componentes de qualidade superior. Estamos focados na melhoria contínua dos nossos produtos, ouvindo sempre a opinião e conselhos dos nossos clientes. A capacidade de fabrico da Matrix é totalmente adaptada às necessidades particulares do cliente, o que significa que podemos construir um modelo para uma exploração pequena, mas também para uma exploração muito grande. Construímos os modelos Rebocado e Automotriz, na versão vertical e horizontal, e também modelos estacionários.
A nossa filosofia é a mesma para todas as nossas máquinas agrícolas, que é a robustez com componentes de elevada qualidade, o que faz dos nossos produtos resistentes e com uma performance excelente. 
 
MILKPOINT: Numa exploração com 200 vacas, com os actuais preços do leite, em quanto tempo o produtor vai obter o retorno do investimento

É uma questão difícil! Todos os países têm as suas condições particulares e para vos dar esta resposta temos de ter em conta não só o preço do leite mas também o preço dos combustíveis, impostos, condições fiscais e principalmente o custo das matérias-primas, que têm um enorme peso na rentabilidade de uma exploração.
De qualquer forma, acreditamos que esta máquina é essencial em qualquer exploração de leite e para 200 vacas de um modo geral, podemos estimar a amortização do investimento em cerca de 3 a 4 anos. O modelo Automotriz, apesar de implicar um maior investimento, já se justifica para explorações a partir das 100 vacas.

MILKPOINT: Pode-nos falar um pouco sobre o Mercado do leite em Itália e que diferenças percepciona face ao mercado Português

O mercado italiano, ao nível da produção, é de cerca de 11 m Ton, de acordo com a quota nacional; o consumo interno é de cerca de 18 m Ton (isto de acordo com os dados das autoridades italianas), o que significa que importamos cerca de 40% do leite.
O leite italiano é usado para a produção de queijos de elevada qualidade, tipicamente italianos (Parmigiano Reggiano, Grana Padano, Gorgonzola, etc.), enquanto que o leite importado é usado para consumo alimentar ou para a produção de iogurtes e outros derivados.
Quanto ao mercado Português, tem uma produção próxima dos 2m Ton com um consumo interno próximo do valor produzido, e uma vez que fazemos parte da EU, como cidadãos europeus, acredito que partilhamos os mesmos problemas - as explorações de leite têm de investir em soluções para baixar os custos de produção!
Assim, o nosso desafio, enquanto fornecedores para os produtores de leite, é construir máquinas agrícolas cada vez mais resistentes e rentáveis (com baixos custos de manutenção). Acreditamos que especialmente na Europa o único caminho é produzir com elevada qualidade, máquinas que ajudem os produtores de leite a rentabilizarem os seus negócios, pois os elevados custos das matérias-primas assim o exigem. Enquanto que outros países, noutros continentes, mercados não tão competitivos, continuarão a produzir com mais baixa qualidade.
 
  FONTE: Departamento Marketing Harker